ABOUT ME
Eu crescia, não porque era forte ou porque havia decidido, era simplesmente porque era tempo de crescer, e a vida impunha isso. Eu não tinha se quer um poder de escolha. Não há mais nada. Nada a temer, a buscar, a querer. Não há mais nada porque ainda me falta tudo e diante das coisas eu, a menina, a mulher, me perdi. Saí até o fim da rua e não encontrei o caminho de volta. Agora flutuava nas entrelinhas das escolhas que não fiz. Uma vez ao procurar o caminho de casa me surpreendi ao encontrar pedaços meus pelo caminho, e eram sonhos despedaçados. Então não soube se crescia ou se na realidade estava diminuindo pedacinho por pedacinho e me tornava apenas uma sombra megalomaníaca do que fui. E fui. Desisti. Parei. Minha vida é tudo ou nada agora, e isso é a mesma coisa. Eu sou tão fraca, tão fraca que não conseguirei contar o resto da história. Tenho sono, e meu sono é uma desculpa para o tédio do mundo. Mas em vez de adormecer me peguei despertando sem ao menos ter dormido. A fraca menina mulher é forte e eu sou ela. E me espelhando no reflexo das minhas lágrimas percebi que sempre se pode encontrar o caminho de casa, mas se preferir é só seguir adiante.